Deputados também foram contra os servidores públicos de Alagoas

Fotos: Assessoria/ALE

Não seria vitória do governador Renan Filho (MDB), na aprovação do Regime Próprio de Previdência Social dos Servidores Públicos do Estado de Alagoas (RPPS/AL), se não fossem os deputados estaduais protagonistas da conquista governamental. 

Por 24 votos, sendo uma abstenção na 1ª votação e duas ausências, o “Pacote de Maldades” contra os servidores públicos foi aprovadíssimo pela Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE). (Veja a tabela da votação abaixo)

Foi de portas fechadas e acesso ao plenário apenas com cerca de 50 pessoas, dentre elas alguns dirigentes do  Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal), que os parlamentares realizaram a sessão plenária em desfavor da classe trabalhadora alagoana.


“A luta agora contra esse governador fanfarrão e mentiroso é na Justiça, com a judicialização desse projeto, que foi, inclusive, avaliado como inconstitucional pela Associação dos Procuradores do Estado e que não passou nem mesmo pelo crivo da Procuradoria Geral do Estado [PGE]. É na Justiça que lutaremos agora, mas mobilizados e sempre na luta”, disse a presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal), Consuelo Correia. 

De fato, uma “tapa na cara” dos eleitores que acreditaram, principalmente, em alguns deputados que – em discurso eleitoral de 2018 – diziam fazer a ‘nova política’ no Estado. Após o dia de ontem, 10, não está sendo assim e a falácia eleitoreira foi jogada no lixo. 

Isso se deve, claro, a boa articulação do Palácio República dos Palmares, via Renan Filho, que enviou o PL do AL Previdência e, como revelou o Blog Kléverson Levy, foi verdadeiramente colocado de “goela abaixo”. 

Ressalte-se, portanto, que as emendas apresentadas pela deputada Jó Pereira (MDB), ao PL da reforma da Previdência em Alagoas, foram todas rejeitadas em plenário. 

Entre as sete (7) emendas de Jó, a que previa o escalonamento da alíquota de contribuição dos servidores, partindo de 11% para quem recebe até dois salários mínimos e finalizando com 14% para quem recebe acima de dez salários mínimos.


Pereira, em matéria enviada ao Blog Kléverson Levy, através da Assessoria, explicou que as emendas visavam diminuir o impacto da reforma, principalmente, para os servidores públicos com menores salários. 

“Não é justo que todos os servidores paguem igualmente suas contribuições, pois embora seja o mesmo percentual, no caso dos servidores de menor renda, esse desconto pode significar a ausência de itens básicos de suas necessidades. Temos sim que aprovar uma reforma necessária e que se faz urgente, mas, precisamos pensar no futuro do estado e também dos servidores, principalmente, os mais próximos da base que recebem o mínimo”, disse Jó Pereira que, mesmo assim, votou a favor da aprovação do PL de Renan Filho. 

Por fim, o que se sabe nos bastidores é que os nobres deputados estaduais foram orientados a votar na Reforma da Previdência como determinou o governador, que recebe um novo título de “Ditador”, para não perder também o “pedaço do bolo” que cada um tem no Estado de Alagoas e na ALE. 

Afinal, com um presidente como Marcelo Victor os direitos, as divisões e os acordos corporativistas serão mantidos sem que qualquer parlamentar (com exceções) vá atrás do chefe de Estado para cobrar o retorno. 

Será? 

Por fim, perdem os servidores de Alagoas! 

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