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Vídeo de Lira: “Passa pano para golpismo e se exime de sua responsabilidade”, analisa jornalista Vera Magalhães

Por Kléverson Levy

Após um dia das manifestações do 7 de setembro, o presidente da Câmara dos Deputados, o deputado federal Arthur Lira (PP), gravou um vídeo para falar dos atos pró e contra o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

No texto lido pelo teleprompter, Lira falou que “não há espaço para radicalismo político”, porém, não citou – sequer – nenhum letra sobre o discurso do presidente de Bolsonaro de ataques às Instituições.

A jornalista Vera Magalhães, em texto publicado no O Globo, faz um análise do discurso do presidente da Câmara dos Deputados, no qual ela diz que a fala de Arthur ‘não tem sujeito!’

“A não ser que Lira seja devidamente acossado pelos partidos políticos, pelo empresariado, pela sociedade civil e pela imprensa ele não passará dessa nota em que passa pano para o golpismo expressado por Jair Bolsonaro no Sete de Setembro e deixa claro que não cumprirá sua obrigação como presidente da Câmara: colocar para o plenário da Casa que preside, mas da qual não é dono, os inúmeros e fartamente justificados do ponto de vista jurídicos pedidos para que Bolsonaro responda a um processo de impeachment pelos seus muitos crimes de responsabilidade”, pontua.

Ao citar sobre o papel de ‘De Lira’ como presidente da Câmara, Magalhães destaca que o parlamentar alagoano ‘falseou seu papel ao dizer que vai atuar como mediador da crise entre Executivo e Judiciário’.

Foto: Blog da Vera Magalhães

“Ele não cita Bolsonaro ou o governo em nenhum momento como responsáveis pelo “looping negativo” em que o país está mergulhado. Cita os problemas reais do país e a responsabilidade por enfrentá-los como se estivéssemos nessa draga regressiva por obra e graça de todos, e não exclusivamente de Bolsonaro. Falseou seu papel ao dizer que vai atuar como mediador da crise entre Executivo e Judiciário, como se a Constituição não atribuísse a ele, como presidente da Câmara, o papel fundamental neste momento, que é justamente o de colocar para andar os pedidos de impeachment. Não se trata, vejam, de instaurar o processo, decisão que cabe ao plenário da Câmara, com quórum qualificadíssimo de 342 votos dos deputados. Trata-se apenas de destrancar a gaveta”, escreveu a jornalista.

Por fim, Vera reitera que ‘o momento político não poderia ter encontrado presidente da Câmara mais aquém da responsabilidade’, ao apontar para Arthur Lira como “dono da chave do cofre que comanda”.

“E aqui está a chave para entender a omissão de Lira, que prossegue depois dessa fala pífia, calculada para não ter de romper com Bolsonaro: o pepista não quer abrir mão da chave do cofre que comanda, como dono das emendas do relator ao Orçamento e da agenda da Câmara. Nesse caso, quanto mais fraco o governo estiver, melhor. O momento político não poderia ter encontrado presidente da Câmara mais aquém da responsabilidade. Se depender dele, Bolsonaro seguirá barbarizando, como, aliás, já avisou hoje que continuará a fazer”, finaliza Vera Magalhães.

Confira abaixo o discurso oficial de Arthur Lira.

É isto!

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