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Parlamentares divergem sobre ‘venda direta do álcool’ de usinas para postos de combustíveis

Por Kléverson Levy

Ainda sobre o tema “preço do combustível em Alagoas” debatido no plenário da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), na sessão desta quinta-feira, 18, dois deputados também falaram sobre essa elevação que recai apenas para população.

O deputado Ronaldo Medeiros (MDB) levantou um questionamento sobre a venda direta do álcool das usinas para os postos de combustíveis.

Em aparte, Bruno Toledo (Pros) disse que a autorização de venda direta de etanol para os postos de combustíveis em Alagoas não é solução para baratear o preço.

“A política pública de incentivo ao consumo do etanol, em Alagoas, tem um aspecto social envolvido muito maior que o aspecto econômico. O setor sucroenergético tem por vocação, do povo alagoano, a cultura da cana de açúcar que é fomentar o emprego e renda do povo alagoano. Essa autorização de venda direta de etanol para os postos de combustíveis não é solução para baratear o preço do consumo. A grande maioria dos postos são bandeirados, onde o maquinário para venda é da bandeira que o posto está vinculado”, explicou o parlamentar.

Toledo ainda reforçou o discurso ao afirmar que a ALE poderia contribuir com o consumidor fazendo com que o etanol passe a ser um combustível mais vantajoso para o povo alagoano.

“A Usina não poderia da mesma forma vender [venda direta ao consumidor] por questões contratuais. Isso se deve a exclusividade da distribuição para aquele posto de combustível. Então, só funcionaria para os postos chamados ‘bandeira branca’ que é a minoria. Acredito muito que esta casa pode contribuir com o consumidor alagoano fazendo com que o etanol passe a ser um combustível mais vantajoso para o povo alagoano na hora do abastecimento. Com isso, estamos incentivando o aspecto econômico e a geração de emprego e renda do setor sucroenérgetico que é o que mais emprega em Alagoas”, reiterou Bruno Toledo.

Ronaldo Medeiros (MDB) defendeu a venda direta ao consumidor / Fotos: Igor Pereira-ALE

A encerrar a fala, Ronaldo Medeiros ressaltou que não entende como o álcool/etanol é transportado de uma cidade para outra, onde o custo é bem mais caro, já que poderia ser feito pela venda direta ao consumidor.

“A venda direta ganha mais o consumidor e ganha mais quem produz, deputado Bruno [Toledo]. Ninguém entende este terceiro que está no meio. É uma pena que este tema é federal e o Governo Federal tem que se dedicar para resolver [venda direta ao consumidor] porque isso faz com que o combustível baixe. Um que não faz nada, a exemplo das distribuidoras, que só recebe e repassa, é o que ganha mais”, concluiu Ronaldo Medeiros.

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