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O ano é 2024, mas a CPI da Braskem vai dizer o tamanho de Calheiros para 2026

De fato, o senador Renan Calheiros (MDB) tem sido um dos maiores entusiastas para que o Senado Federal dê início – agora em fevereiro – à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os danos ambientais causados pela  empresa petroquímica Braskem em Maceió.

Lembrando que a CPI atende a requerimento (RQS 952/2023), que foi apresentado pelo próprio Renan, e assinado por 46 senadores e lido em Plenário no dia 24 de outubro. Os senadores terão 120 dias para concluir seus trabalhos.

Interessante é que, em ano pré-eleitoral, já que estamos prestes ao início dos embates políticos, a pergunta que se faz é se a CPI terá grande influência no pleito de outubro. Todo mundo sabe que o senador emedebista deu o pontapé inicial da campanha eleitoral de 2024 contra o prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, o JHC (PL), desde que passou a fazer parte da “quebra de braço” entre moradores e Braskem. Situação em que o próprio parlamentar tem seus interesses como sempre sói em terras alagoanas. 

Afinal, diante das ingerências pessoais há de saber que tudo se torna – também – uma questão política e ganhos políticos, claro. Há culpados. Há interesses. Há o famigerado uso político e eleitoral em tudo.

Tanto que o  Blog Kléverson Levyinclusive, já explicou que o que temos visto nas ruas, por exemplo, é que até na hora da tragédia, onde todos deveriam estar unidos, a classe política envergonha Alagoas.

Por outro lado, vale destacar – ainda – que o resultado da CPI da Braskem, no prazo de 120 para apresentar conclusões, vai dizer o tamanho do senador Renan Calheiros para o pleito de 2026. 2024, todavia, é apenas um preâmbulo da eleição futura, já que o Palácio República dos Palmares não consegue emplacar um nome de ‘peso’ contra JHC em outubro. Que coisa, não?

Será? 

Por fim, a pergunta que sempre vai permanecer sobre quem é criminoso ou culpado:  A Braskem (que teve aval para continuar extraindo sal-gema de Maceió) ou políticos que, enquanto foram beneficiados, durante esses mais de 30 anos, aceitaram acordos e dinheiro da empresa para campanhas eleitorais e mantiveram a mesma em Alagoas?

É isto!

#VidaQueSegue

E viva a política dos políticos em Alagoas!

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Kleverson Levy

Especialista na cobertura política em AL

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