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Há quase 10 meses na Seduc, qual o legado deixado por Március Beltrão?

Desde que assumiu a Secretaria de Estado da Educação (Seduc), Március Beltrão (PSB), enfrentou uma série de problemas à frente de uma das pastas mais importantes do Governo de Alagoas. Inclusive, no começo da gestão, o Blog Kléverson Levy escreveu que a indicação do ex-prefeito de Penedo gerava insatisfações entre aliados palacianos.

Isso porque a Seduc é – e sempre será – uma pasta grande, enorme, de ‘peso’ que abriga muita gente em cargo de comissão e, ao entregar ao ex-prefeito de Penedo, foi um pedaço muito grande do ‘bolo’ que poderia ser dividido entre os apoiadores da eleição do chefe do Executivo estadual em 2022.

Porém, além das questões políticas de bastidores, Beltrão teve que lidar com aquela demissão em massa – no final de janeiro – dos mais de três mil contratados e salários atrasados que tornou a Seduc em mais uma pasta da crise administrativa que ocorria pelos corredores do Palácio República dos Palmares.

Sem querer profetizar, todavia, mas desde o início do ano o Blog Kléverson Levy ‘bateu na tecla’ que vários secretários Dantistas estavam ‘atônitos e perdidos’ no comando das pastas palacianas. Parece que, agora, ao anunciar “mudanças” no secretariado do Governo de Alagoas (antes até do fim do primeiro ano de mandato), o governador demonstra que sua equipe – ainda? – não se encontrou em algumas Secretarias do Estado.

Sendo assim, afirmam os aliados Dantistas que tais mudanças são “ajustes políticos” para o quadro da administração estadual. No entanto, parece que os 10 meses de Paulo Dantas no Governo de Alagoas – apesar do curto tempo – pouco avançou.

Afinal, voltando para Seduc, nada de novo foi feito na Educação de Alagoas como marca de uma nova administração. São programas e ações continuadas, aliás, muitas que deram certo na gestão do ex-governador Renan Filho (MDB), o que é até salutar, e que tiveram que permanecer. Até aí, tudo bem!

Sem falar, claro, no embate que o Seduc teve que enfrentar com os servidores do Estado que cobram – ou não? – o reajuste salarial de 2023 do funcionalismo público. Dantas havia garantido a liberação de 3% em outubro deste ano, e 2,79% em janeiro de 2024, totalizando apenas 5,79% dos 14,95% que almejam esses servidores.

Beltrão foi nomeado pelo governador para o comando da Seduc em janeiro deste ano / / Fotos: Agência Alagoas

Ou seja: sob o comando de Március Beltrão, foram – sim! – diversos problemas enfrentados durante os quase dez (10) meses de Seduc. De fato, a gestão que o ex-prefeito deixou – administrativamente falando – pouco avançou ( se é que avançou em algo) na Educação em Alagoas.

Em abril deste ano, o Blog Kléverson Levy até publicou a seguinte análise numa visita do governador Paulo Dantas até a cidade de Penedo.

O recado mais evidente para Március Beltrão – sobre sua permanência ou não na pasta pelos próximos dias, meses ou até semanas – deixou uma grande interrogação quando o chefe do Executivo estadual foi indagado se o secretário fica ou não na Seduc.

“Aí são conjecturas. São previsões que a gente não pode fazer”, havia dito o governador Paulo Dantas. Para um bom entendedor, meias palavras bastaram. Tanto que o resultado das “conjecturas palacianas” vieram, agora, em outubro de 2023.

Afinal, repito: ainda falta muito tempo para o Governo de Alagoas mostrar a ‘cara’ da gestão Paulo Dantas – diante de tudo que foi prometido. Por ora, a pergunta que fica é: há quase 10 meses na Seduc, qual o legado deixado por Március Beltrão?

Qual?

E viva a política dos políticos em Alagoas!

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Kleverson Levy

Especialista na cobertura política em AL

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