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Festa da OAB-AL completou um mês de silêncio sobre os R$ 280 mil de JHC

Diz o velho ditado popular que “Quem cala consente!”. Tem sido assim desde o dia 25 de Maio o silêncio ensurdecedor da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Alagoas sobre a festança que foi bancada com dinheiro público.

O “Patrocínio para realização de festa junina em Maceió, com temática inclusiva envolvendo atrações locais e nacionais“, foi pago pela Prefeitura de Maceió. Foram exatos R$ 280 mil destinados ao evento de São João da entidade que representa os advogados em Alagoas.

A publicação, inclusive, está no Diário Oficial do Município (DOM) com o Processo Administrativo de Nº. 1500.45814/2024, afirmando ser uma forma de “Fomentar a Cultura”. De lá até cá, faz – exatos – um mês que a OAB-AL permanece em silêncio sobre o valor repassado pelo Executivo da capital alagoana.

Apenas a Prefeitura de Maceió divulgou uma nota afirmando que tudo foi “transparente e dentro da legalidade”. Porém, a imprensa nunca recebeu – sequer – uma linha com o posicionamento da Ordem em Alagoas.

Afinal, vale lembrar – ainda – que o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE/AL) representou a OAB/AL no Ministério Público Estadual (MPE/AL), Tribunal de Contas da União (TCU) e Ministério Público Federal (MPF).

Por fim, a pergunta que nunca teve resposta: Qual a justificativa que se tem para que o dinheiro público, do povo de Maceió e que poderia ir para cultura local ou investido para quem dele mais depende, ter sido repassado para uma instituição privada considerada independente, forte e que arrecada bem entre seus membros/filiados?

O porquê da Prefeitura de Maceió bancar R$ 280 mil para festa privada da OAB?

É isto! 

E viva a política dos políticos em Alagoas!

#VidaQueSegue

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Kleverson Levy

Especialista na cobertura política em AL

Comentários (3)

  • Advogadodisse:

    27 de junho de 2024 às 14:10

    A OAB restringe a venda de ingressos aos advogados. Cada advogado tinha direito a retirar 1 ingresso gratuitamente, podendo comprar 1 adicional por 50 reais, além de mais 2 por 100 reais cada.

    Ou seja, oficialmente, mesmo que o cidadão maceioense quisesse ter conferido o investimento da prefeitura indo à festa, não poderia (e a própria OAB afirma que é uma festa para a advocacia). Na prática, porém, muitos advogados venderam seus ingressos por preços inflacionados (basta olhar nos comentários do Instagram da OAB/AL), chegando até a 150 reais.

    A OAB/AL também fez uma postagem em que alega que 100% do evento foi financiado pela venda de ingressos e patrocínios (dentre eles o da Prefeitura, obviamente), sem a utilização de recursos da “singela” anuidade de 950 reais que pagamos.

    Tendo recebido esse humilde patrocínio, se aparecer algum “malfeito” qualquer do sr. João H. Caldas, a OAB/AL irá se manifestar ou vai se calar?

  • Adelmo Bragadisse:

    27 de junho de 2024 às 18:28

    Fazer farra com nosso dinheiro. Onde estão o Tribunal de Contas de AL. Onde está o MP? Agora pra o que tem realmente necessário nunca tem. Pouca vergonha!

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