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Como um líder pode ser expulso do partido por ‘discriminação’ diante de regalias?

Foto: Assessoria/ALE

Desde ontem, 03, repercute a informação que o deputado estadual Marcelo Beltrão (MDB) foi ou seria “expulso” do partido no qual ele é líder na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE).

O parlamentar, desde que assumiu o mandato, em janeiro de 2019, é o ‘comandante’ de uma bancada com seis – contando com ele –  deputados estaduais (Galba Novaes, Jó Pereira, Ricardo Nezinho, Paulo Dantas e Olavo Calheiros) na Casa de Tavares Bastos.

Porém, na justificativa de desfiliação partidária enviada ao Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL), Marcelo Beltrão “requereu que seja decretada a justa causa para sua desfiliação partidária, em razão de grave discriminação pessoal e política que lhe foi imposta, consubstanciada em fatos discriminatórios reconhecidos pela própria sigla”.

Além disso, diz a petição de Nº 0600028-55.2020.6.02.0000, que o parlamentar “foi vítima de grave discriminação pessoal e política, decorrente de inequívoco reconhecimento do partido de que irá descumprir diretriz fundamental prevista no estatuto para beneficiar outro correligionário, em clara supressão da isonomia dos filiados”.

Em antecipação a uma disputa interna que ainda não aconteceu, mediante convenções partidárias, onde o partido escolhe quem serão seus candidatos e que deverá ocorrer ainda em meados de julho, o deputado estadual se sentiu “discriminado e humilhado no âmbito interno do partido”.

Outrossim, ser ‘discriminado e humilhado’ é saber que “é a prática de tratar as pessoas de maneira diferente com base em distinções feitas sem levar em conta o mérito individual e acontece quando alguém se refere a outra com desdém ou a trata com desprezo”, respectivamente.

Entretanto, se o parlamentar como líder da maior bancada na ALE, eleito com mais de 28 mil votos em 2018, e acesso livre (bem acessível) ao Palácio República dos Palmares, além de indicações (cargos comissionados) dentro do governo de Renan Filho (MDB), foi ‘humilhado e discriminado’, todavia, é colocar em ‘xeque’ – na visão do deputado-líder – qual o tamanho do MDB alagoano liderado pelo senador Renan Calheiros.

Por fim, fica a indagação para o título desta matéria: de qual seria a ‘discriminação’ para um filiado partidário que detém de regalias dentro de um governo que, de fato, ele mesmo defende no legislativo como líder de bancada?

Que o MDB Alagoas possa responder sobre essa questão levantada pelo deputado estadual Marcelo Beltrão e que deixou o partido em “maus lençóis” em se tratando da questão política local.  

Agora, a disputa pela Prefeitura de Coruripe de 2020, é uma outra história. 

#VidaQueSegue

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