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Caso Mata Grande: Max David continua preso no Sistema Prisional de Alagoas

Como o Blog deste jornalista, no Cadaminuto, foi responsável – em Abril – pela entrevista com o promotor de Justiça, Carlos Davi Lopes Correia Lima, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), para falar da Operação Ànomos, eis que após mais de dois meses muitos leitores questionam sobre o caso.

A pergunta de sempre: O Max vai ser solto? O Cantor continua preso?

O Blog – mais uma vez – foi em busca da informação em respeito aos leitores para obter uma resposta sobre o caso que culminou num esquema de corrupção que desviou cerca de R$ 12 milhões dos cofres públicos.

Entretanto, em contato com a assessoria do Ministério Público Estadual (MPE), este jornalista recebeu o seguinte retorno: “A informação que temos é que o rapaz continua detido!”

Ou seja, apesar de especularem que o cantor Max David Moura Rodrigues, cunhado do ex-prefeito de Mata Grande, Jacob Brandão (PP), seria solto ou já teria sido solto, o MPE afirmou que ele permanece no Sistema Prisional de Alagoas.

Por outro lado, algumas pessoas ligadas ao artista revelaram também que foram várias tentativas com pedidos de habeas corpus, semanalmente, na Justiça alagoana, para soltura do cantor.

Segundo fontes do Blog, a prisão de Max estaria “prejudicando o andamento dos trabalhos de sua banda, a Xatrez, além da agenda de shows que ficou comprometida com a ausência do vocalista principal”.

Além da prisão confirmada de Max David, continuam foragidos os irmãos, Júlio e Jacob Brandão, além do ex-secretário de Finanças, Carlos Henrique Lisboa, que permanecem na lista de inclusão da difusão vermelha da Polícia Federal (PF).

O envolvimento no caso

Considerado “sócio” de bandas e artistas alagoanos, o cantor Max David cresceu também no ramo empresarial e conseguiu – nos últimos anos – ser “sócio” de um escritório de promoção e produção de eventos e bandas/cantores, a Open Music Entretenimento, além de comparte da casa de shows Match Maceió.

De acordo com o promotor Carlos Davi, em depoimento obtido pelo MPE à época da prisão, junto aos colaboradores, ficou comprovado que haviam valores pagos ao então empresário Max David pelos contratos da EP. 

“Ele [Max] era vinculado à Prefeitura e lucrava de todos os lados. Era o dono da EP Transportes, onde ganhou bastante e, ainda recebia por parte de eventos/shows. O valor da EP repassado para ele é menor com o que ele faturou em eventos. Mas participava de todos os contratos com a Prefeitura. Ou seja, a constatação – no caso de locação – veio através de um dos caminhões que estava no nome do cantor. Ele também foi um dos beneficiários da EP”, disse – à época – o promotor. 

Outro fato importante para destacar é que – durante oito anos de mandatos de Jacob Brandão (2009-2012 e 2013-2016) – o cunhado-empresário-cantor de Brandão se beneficiou de muito dinheiro do município sertanejo, através de licitações e contratações de várias empresas em nomes de outras pessoas, mas que eram comandadas pelo próprio Max David.

Segundo os promotores de Justiça do Gaeco, em entrevista à época – os crimes, comandados pelo cunhado do cantor, o ex-prefeito Jacob Brandão, em dois anos, causaram um prejuízo equivalente a R$ 6 milhões, valor que daria para comprar 130 carros Sandero.

Somente com o contrato fraudulento celebrado com a empresa Marcelo Calado dos Santos ou Albatroz, o ex-prefeito lucrava entre R$ 40 e R$ 70 mil por mês.

Relembrando

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Os irmãos, Júlio e Jacob Brandão, estão foragidos e permanecem na lista de inclusão da difusão vermelha da Polícia Federal (PF)

O Gaeco desencadeou a Operação Ànomos, em abril deste ano, nos municípios de Maceió, Paulo Jacinto, Mata Grande e Santana do Ipanema. Promotores de justiça e policiais cumpriram 12 mandados de prisões preventivas e temporárias expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital em desfavor do ex-prefeito de Mata Grande, Jacob Brandão, e de mais 11 pessoas.

Todos apontados num esquema de corrupção que desviou cerca de R$ 12 milhões dos cofres públicos.

Já sobre o nome da Operação Ánomos, ressalte-se que é uma palavra de origem grega, que significa um estado sem lei ou regras, cujos gestores não estão submetidos a limites legais ou morais.

Saiba mais clicando aqui: Gaeco desencadeia Operação Ánomos para prender envolvidos em esquema comandado por ex-prefeito de Mata Grande

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