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Caio Hanry Abreu escreve: As eleições municipais em Alagoas e o candidato ideal para enfrentar JHC

O ano das eleições municipais chegou e a turma que faz oposição – com a devida vênia, fragmentada e mal articulada – ao prefeito da Capital ainda não possui um nome para disputar o pleito de 2024.

O MDB dos palacianos não possui um nome dentro do partido para arregaçar as mangas e enfrentar um eleitorado que é bastante diferente da maioria dos municípios de Alagoas. Há alguns nomes que são simpáticos aos Calheiristas, como Rui Palmeira (PSD) e Ronaldo Lessa (PDT).

No entanto, é um desejo antigo de Renan Calheiros ter um prefeito para chamar de seu na capital, do mesmo partido; e é claro que essa tarefa não é fácil. Nomes como Cibele Moura e Rafael Brito, ambos do MDB, ventilaram; mas não foram unânimes no partido e nem entre seus caciques. O Deputado Federal Rafael Brito é o favorito na corrida interna para concorrer as eleições com JHC.

O real desejo dos palacianos é impor o poder que possuem no interior do Estado em Maceió — eles possuem o apoio de aproximadamente 70 prefeituras entre as 102 existentes. Enquanto o grande desafio de Arthur Lira e seu grupo é tomar o pirulito da boca de Renan Calheiros no interior e em cidades estratégicas, como Arapiraca, o senador possui dois desafios: manter sua base forte e tomar a capital.

É preciso muita cautela no caso de Renan Calheiros, pois manter o poder é mais difícil do que conquistá-lo — e Lira quer muito conquistar. Também é importante lembrar que Maceió é a única capital onde Jair Bolsonaro (PL-RJ) venceu nas eleições gerais, e JHC é o presidente do Partido Liberal em Alagoas. Não será tarefa fácil.

Dentre os nomes que rondam os ouvidos dos palacianos não há um nome forte o suficiente para disputar a prefeitura com JHC. A maioria possui um perfil que a capital costuma não se agradar, portanto, é preciso ser minucioso para escolher o nome certo.

O candidato ideal para derrotar JHC seria alguém que não declarou um apoio incondicional a Lula, atual presidente da República, além de precisar superar o carisma do ‘Tio J’. O candidato ideal também precisa se apresentar como uma novidade e projetos novos para a capital, além de não gastar muita munição em ataques ao atual prefeito, pois quem muito ataca, pouco apresenta e oferece.

É preciso um nome popular, que Maceió enxergue algo além de Renan Calheiros, Paulo Dantas e Marcelo Victor — um nome que, apesar de aliado ao grupo, tenha independência e credibilidade com parte da população maceioense que não simpatiza com o bloco político do governador Paulo Dantas.

Um nome que não for aliado ao bloco político de Paulo Dantas também seria bem visto pela população maceioense, e poderia surpreender; no entanto, é imprevisível e improvável, duas características que a eleição municipal possui — e até a presidencial, pois vale lembrar que, em 2014, o falecido Eduardo Campos (PSB) era cotado para ir ao segundo turno.

A grande verdade é que mesmo com os problemas, as disputas internas e o enfraquecimento do bloco político de JHC, o nome do prefeito é o favorito para a reeleição e será bastante difícil para quem quiser organizar uma oposição. Mas, como citado alhures, as eleições municipais são imprevisíveis e improváveis. A ver!

Por Caio Hanry Abreu – Acadêmico de Direito (Colaborador)

Este texto reflete a opinião do autor.  

Kleverson Levy

Especialista na cobertura política em AL

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